Brasileiros estão minerando bitcoins no Paraguai!

Brasileiros estão ganhando muito dinheiro minerando bitcoins no Paraguai!

No último ano (2017), o bitcoin subiu 1.500%. Todo esse aumento fez com que muitos brasileiros corressem atrás do “ouro digital”, mas, devido ao alto custo da energia elétrica no país, muitos mineradores Brasileiros estão migrando para o Paraguai para poderem minerar a criptomoeda e obter algum lucro. Lucro esse que, literalmente, cai pela metade, caso os mineradores continuassem no Brasil.

Apesar de o governo ter anunciado que em 2018 a conta de luz vai ficar mais barata, isso não significa que os lucros dos mineradores possam subir. É mais fácil mudar de país para minerar bitcoins do que ter um pequeno desconto na conta de luz por um período relativamente curto. Já que esse suporto “desconto” só irar vim, caso o clima continue colaborando.

Isso acaba criando uma incógnita, porque os lucros dos mineradores irão depender do clima, naquela região que a minerada está instalada. Caso demore muito a chover, o governo terá que acionar as termoelétricas, ocasionando aumento da conta de luz e reduzindo ainda mais os lucros dos miradores.

Já abordamos esse descontentamento no nosso site: Mineradores de criptomoedas estão reclamando da conta de luz no país! O assunto saiu até no jornal “Folha de São Paulo”. O fato é que o custo de ser minerar no Brasil é muito alto.

Enquanto no Paraguai os mineradores (tanto brasileiros como paraguaios) pagam US$ 0,04 para produzir a moeda digital, no Brasil, o preço da energia mais barata é sete vezes maior, em torno de US$ 0,28.

Atenção: Vale lembrar que, esse US$ 0,04 é o preço por quilowatt hora que o minerador vai pagar para produzir os bitcoins. Isso não significa que ele vá gastar quatro centavos de dólar para produzir uma unidade de Bitcoin (BTC) que custa US$ 13.000,00.

Voltando ao assunto: O minerador brasileiro Rocelo Lopez, foi o primeiro a ser instalar no país. O mineiro está na cidade de Ciudad del Este e sua mineradora produz 8,3 bitcoins por dia, o que rende, segundo ele, um faturamento bruto de R$ 14,5 milhões por mês.

Lopez tem seis mil maquinas, que consomem 10 megawatts de energia, por mês, equivalente a 2 mil casas paraguaias – média calculada com base nos dados da Ande, a estatal responsável pela distribuição de eletricidade no país.

Thiago da Silva Rodrigues, outro minerador, possui 100 maquinas em operação. Durante a entrevista ao portal Exame, Thiago afirmou que é um verdadeiro inferno lá dentro. “O calor é sufocante, é difícil trabalhar”. As máquinas de bitcoin operam com uma fonte de alta rotação, que gera calor que chega a 50°C. “Se colocar ar-condicionado, o oxigênio condensa no teto da empresa e a água vai cair em forma de chuva aqui dentro, queimando todas as máquinas”, diz Antonio Lin, outro minerador.

A localização exata onde os mineradores brasileiros estão é guardada sob sigilo, por medo de represálias e espionagem industrial. Com tudo, eles afirmam que o barulho das maquinas é tão alto que da para ouvir a uma quadra de distancia.

Em meio aos altos e baixos da moeda virtual, os investimentos no país vizinho parece está dando muito certo. Pelo menos por enquanto. Os mineradores brasileiros estão vivendo como milionários na cidade de Ciudad del Este.

Com informações do site: www.exame.abril.com.br